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Ao longo da sua já longa existência, a actual Escola Secundária Marques de Castilho conheceu vários nomes e patronos. Criada com a sigla Escola Industrial e Comercial de Águeda (29.01.1929), passou, por Decreto 18420, de 4 de Junho de 1930, a chamar-se Escola Industrial e Comercial Pedro Nunes, assim continuando até 1938, ano em que, por Portaria de 10 de Fevereiro, publicada no Diário do Governo nº 37, 2ª série, de 15 do mesmo mês, passou a designar-se Escola Industrial e Comercial Madeira Pinto: “Tendo - diz a referida Portaria -, o Governo Civil do Distrito de Angra do Heroísmo e o Conselho Escolar da Escola Industrial e Comercial Madeira Pinto, da mesma cidade, proposto como justa consagração e reconhecimento a Sª Exª o Presidente do Conselho que, à mesma, fosse dado o nome de Doutor Salazar;”
 Pedro Nunes Considerando, dentro do critério que presidiu à escolha dos patronos dos estabelecimentos de Ensino Técnico, a impropriedade do que foi atribuído à Escola Industrial e Comercial de Águeda, e que o grande matemático Pedro Nunes é já, com razão, o patrono de um grande estabelecimento liceal, “Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministério da Educação Nacional, que à Escola Industrial e Comercial Madeira Pinto, de Angra do Heroísmo, seja dado o nome de Doutor Salazar e que a Escola Industrial e Comercial Pedro Nunes, de Águeda, passe a denominar-se Escola Industrial e Comercial Madeira Pinto”. Em 1948, voltou, de novo, a chamar-se Escola Industrial e Comercial de Águeda, nome que manteve até 27 de Abril de 1978, ano em que, pelo Decreto-Lei nº 80/78, assinado pelo Ministro Mário Augusto Sottomayor Cardia, passou a ser conhecida por Escola Secundária de Águeda: “1º Todos os estabelecimentos de ensino secundário passam a ter a designação genérica de escolas secundárias”. A actual Escola Secundária Marques de Castilho foi criada pelo Decreto-Lei nº 93/84, de 10 de Maio. DADOS BIOGRÁFICOS SOBRE O ACTUAL PATRONO Breve biografia do Pe José Marques de Castilho  Pe Marques de Castilho Nasceu a 3 de Janeiro de 1869, na Quinta do Atalho, em Águeda. Fez os seus estudos preparatórios para o curso eclesiástico em Aveiro, e concluiu o Curso de Teologia em 1887, em Coimbra. Começou a sua carreira docente em 1893 como professor interino no Liceu de Aveiro, onde desempenhou também o cargo de Director até 1910, altura em que é transferido , como professor, para a Escola de Ensino Normal de Leiria. Depois de uma passagem por Leiria, em 1913 é colocado, nesse mesmo ano, em Viseu como professor da Escola de Ensino Normal de Viseu (depois Escola Primária Superior) onde permanece até 1926. Em 1927 é nomeado Director e Professor da Escola Industrial e Comercial de Águeda, cargos que abandona em 31.12.1938. Nesse mesmo ano é agraciado com o grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública, pela relevância dos seus serviços prestados como professor e director de vários estabelecimentos de ensino. Para além da sua actividade pedagógica, Marques de Castilho foi colaborador dos jornais e revistas locais e interessou-se pelos estudos regionalistas, o que está patente no facto de ter sido convidado para sócio correspondente da Academia das Ciências e do Instituto Arqueológico do Algarve. Fundou também o Instituto Etnológico das Beiras, em Viseu, e foi sócio efectivo do Instituto Histórico do Minho. O Pe José Marques de Castilho nasceu, em 3 de Janeiro de 1869, na Quinta do Atalho, Águeda, fazendo, depois, os seus estudos preparatórios para o curso eclesiástico no Seminário de Aveiro. Após a sua conclusão, seguiu para Coimbra, onde, em 1887, concluiu o curso teológico. Entre 30 de Outubro de 1893 e 1898, exerceu funções, como professor interino, no Liceu de Aveiro, ano em que, por Decreto ministerial, passou a exercer o cargo de Director e professor de Pedagogia na Escola de Ensino Normal de Aveiro, onde se conservou até ao início da República, após o que, por decisão das autoridades republicanas, foi transferido, agora como simples professor, para a Escola Normal de Leiria. Dois anos mais tarde, foi colocado em Évora, para nunca, a seu pedido, ter chegado a ir. De 1913 a 1926 leccionou na Escola de Ensino Normal de Viseu. Depois de ter passado ao quadro de adidos, veio para Águeda, na qualidade de professor e Director interino da então criada Escola Industrial e Comercial de Águeda (Decreto. de 23 de Setembro de 1929, publicado no Diário do Governo nº 221, de 1 de Outubro): ”Tenho - diz ele em ofício, com data de 6 de Outubro de 1927, dirigido ao Inspector do Círculo Escolar de Viseu -, a honra de comunicar a Vª Exª que tendo sido nomeado professor e Director da Escola Industrial e Comercial de Águeda por Decreto publicado no Diário do Governo de um do corrente, tomei posse, perante a Ex.ma Direcção Geral do Ensino Industrial e Comercial, no dia três e que desde essa data os meus vencimentos serão abonados por esta Escola. Saúde e Fraternidade. Director, Marques de Castilho” (Registo de Correspondência expedida por esta escola. Águeda, 6 de Outubro de 1927). Por decreto de 12 de Junho de 1930 foi nomeado professor efectivo de Português e Geografia. O autor de Águeda, Anos 20, ao referir-se ao acontecimento, escreve que pelo mesmo diploma legal passou também o Pe José Marques de Castilho a Director efectivo. As nossas investigações não confirmam tal tese. Em 1939, abandonou a docência e a Direcção da Escola, então chamada de Madeira Pinto, tendo-se aposentado com uma pensão anual de 15.361$92 (Diário do Governo nº 45, II Série, de 25 de Fevereiro de 1942). Segundo dados obtidos no Cadastro de Pessoal, livro 1º, o grande impulsionador do ensino industrial e comercial de Águeda, “ao atingir o limite de idade, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública pelos relevantes serviços prestados durante toda a sua vida, como professor e Director de vários estabelecimentos de ensino” (Águeda, Anos 20). Morreu em 29 de Agosto de 1949 com a idade de 80 anos. |